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<title>Conta Natura</title>
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<modified>2006-11-07T19:47:42Z</modified>
<tagline>Biologia: divulgação, política de ciência, personalidades, crítica.</tagline>
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<copyright>Copyright (c) 2006, Conta Natura</copyright>
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<title>Novo endereco do Conta Natura</title>
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<modified>2006-11-07T19:47:42Z</modified>
<issued>2006-11-07T19:47:01Z</issued>
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<summary type="text/plain">Por favor editem os vossos bookmarks, feeds, etc para o novo endereco: http://www.contanatura.net/ BA...</summary>
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<name>Conta Natura</name>
<url>contanatura.welog.com</url>
<email>conta_natura@hotmail.com</email>
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<![CDATA[<p>Por favor editem os vossos bookmarks, feeds, etc para o novo endereco:</p>

<p>http://www.contanatura.net/</p>

<p>BA</p>]]>

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<title>100 anos da doença de Alzheimer</title>
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<modified>2006-11-02T20:01:04Z</modified>
<issued>2006-11-02T19:53:03Z</issued>
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<created>2006-11-02T19:53:03Z</created>
<summary type="text/plain"> No dia 3 de Novembro de 1906, Alois Alzheimer deu uma palestra num encontro de psiquiatria na Alemanha, onde apresentou a descrição neuropatológica e clínica de um dos seus pacientes. Esta doente, Auguste D., morreu, com 55 anos, após demência e uma história clínica de apenas 4 anos. Na descrição deste caso, Alzheimer discutiu as características clínicas desta paciente e também as patologias que observou no cérebro após autópsia, que incluíam placas e fibrilhas. Alzheimer não foi o primeiro a descrever o quadro clínico desta doença (que os gregos já haviam documentado) assim como as placas que também já haviam sido descritas por Redlich em 1898. No entanto, ele foi o primeiro a observar e descrever as fibrilhas e assim dar o seu nome a esta doença. Estes avanços foram possíveis devido ao desenvolvimento das marcações de tecidos com nitrato de prata. As preparações, marcadas com prata, do cérebro de Auguste D. foram recentemente recuperadas e reanalisadas e a sua análise confirmou que, actualmente, utilizamos o termo Alzheimer para descrever os mesmos casos. Desde esse dia, há 100 anos atrás, muito se tem feito para melhor compreender esta doença. Durante os primeiros anos o ênfase esteve na maior e melhor definição da doença tanto por patologistas como neurologistas. O segundo período de investigação em Alzheimer focou-se na investigação neuroquímica que levou à identificação das lesões colinérgicas (perda de células neuronais colinérgicas) na doença. As terapias correntes para a doença de Alzheimer, baseiam-se nesta descoberta, mas infelizmente, nestes últimos 100 anos poucas aplicações médicas têm feito progressos no tratamento dos doentes. Nos dias de hoje, aposta-se na análise da doença através de técnicas de biologia e genética molecular. As novas descobertas poderão ser lentamente inseridas no tratamento da doença de Alzheimer, mas muito ainda há para fazer neste segundo centenário....</summary>
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<name>SJA</name>

<email>sarbmc@ibmb.csis.es</email>
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<dc:subject>Biografia</dc:subject>
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<![CDATA[<p><img align=right alt="Alois Alzheimer.gif" src="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/Alois%20Alzheimer.gif" width="200" height="284" /><br />
No dia 3 de Novembro de 1906, <a href=http://en.wikipedia.org/wiki/Alois_Alzheimer>Alois Alzheimer</a> deu uma palestra num encontro de psiquiatria na Alemanha, onde apresentou a descrição neuropatológica e clínica de um dos seus pacientes. Esta doente, Auguste D., morreu, com 55 anos, após demência e uma história clínica de apenas 4 anos. Na descrição deste caso, Alzheimer discutiu as características clínicas desta paciente e também as patologias que observou no cérebro após autópsia, que incluíam placas e fibrilhas. Alzheimer não foi o primeiro a descrever o quadro clínico desta doença (que os gregos já haviam documentado) assim como as placas que também já haviam sido descritas por Redlich em 1898. No entanto, ele foi o primeiro a observar e descrever as fibrilhas e assim dar o seu nome a esta doença. Estes avanços foram possíveis devido ao desenvolvimento das marcações de tecidos com nitrato de prata.<br />
As preparações, marcadas com prata, do cérebro de Auguste D. foram recentemente recuperadas e reanalisadas e a sua análise confirmou que, actualmente, utilizamos o termo Alzheimer para descrever os mesmos casos.<br />
Desde esse dia, há 100 anos atrás, muito se tem feito para melhor compreender esta doença. Durante os primeiros anos o ênfase esteve na maior e melhor definição da doença tanto por patologistas como neurologistas. O segundo período de investigação em Alzheimer focou-se na investigação neuroquímica que levou à identificação das lesões colinérgicas (perda de células neuronais colinérgicas) na doença. As terapias correntes para a doença de Alzheimer, baseiam-se nesta descoberta, mas infelizmente, nestes últimos 100 anos poucas aplicações médicas têm feito progressos no tratamento dos doentes. Nos dias de hoje, aposta-se na análise da doença através de técnicas de biologia e genética molecular. As novas descobertas poderão ser lentamente inseridas no tratamento da doença de Alzheimer, mas muito ainda há para fazer neste segundo centenário.</p>]]>

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<title>Promessas...promessas...</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/2006/11/promessaspromes" />
<modified>2006-11-01T14:57:12Z</modified>
<issued>2006-11-01T13:06:13Z</issued>
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<created>2006-11-01T13:06:13Z</created>
<summary type="text/plain">Agora que já acabou a votação deixo aqui a curta biografia que a RTP apresenta de outra das sugestões para o concurso &quot;Os Grandes Portugueses&quot;. Como podem ver trata-se de &quot;um dos mais promissores cientistas portugueses&quot;... Se votaram nele, fizeram bem. Eu continuo a preferir o senhor que se vê ao alto....</summary>
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<name>Santiago</name>

<email>pvieira@pasteur.fr</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://contanatura.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Agora que já acabou <a href="http://www.rtp.pt/wportal/sites/tv/grandesportugueses/index.php">a votação</a> deixo aqui a curta biografia que a RTP apresenta de outra das sugestões para o concurso "Os Grandes Portugueses". Como podem ver trata-se de "<a href="http://www.rtp.pt/gdesport/?article=731&visual=3&topic=1">um dos mais promissores cientistas portugueses</a>"...<br />
Se votaram nele, fizeram bem. Eu continuo a preferir o senhor que se vê ao alto.</p>

<p><img alt="MSS RTP.jpg" src="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/MSS%20RTP.jpg" width="657" height="413" /></p>]]>

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<title>Portugal Santiago Diário</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/2006/10/portugal_santia" />
<modified>2006-10-30T23:11:49Z</modified>
<issued>2006-10-30T22:57:33Z</issued>
<id>tag:contanatura.weblog.com.pt,2006://134.375320</id>
<created>2006-10-30T22:57:33Z</created>
<summary type="text/plain">Leio no Portugal Diário (que por este andar ainda vai tornar redundante o meu trabalho neste blogue) que os &quot;Bolseiros&quot; de Investigação &quot;armaram barraca&quot; (literalmente) em frente à Assembleia da República. «Cientistas estão nas lonas», garantem eles (coisa que, por sinal, me recordou a necessidade de comprar um novo jogo de pneus...). Há um ditado conhecido, Timeo Danaos et dona ferentes, que signfica (em tradução livre): &quot;Quem o tem, tem medo&quot;. Talvez por isso tenha gostado tanto de ler a citação que a notícia a certa altura transcreve: &quot;Mariano Gago anunciou recentemente não temer «a fuga de cérebros portugueses» para o estrangeiro&quot;. A alguém terá ocorrido que Mariano Gago pudesse ter medo da &quot;fuga de cérebros portugueses&quot; para o estrangeiro? Ele???? Ter medo??? Nunca!!!...</summary>
<author>
<name>Santiago</name>

<email>pvieira@pasteur.fr</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://contanatura.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img align=right alt="gago.jpg" src="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/gago.jpg" width="227" height="194" />Leio no <a href="http://www.portugaldiario.iol.pt/">Portugal Diário</a> (que por este andar ainda vai tornar redundante o meu trabalho <a href="http://contanatura.weblog.com.pt/">neste blogue</a>) que os "Bolseiros" de Investigação "armaram barraca" (literalmente) em frente à Assembleia da República. <a href="http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=737366&div_id=291">«Cientistas estão nas lonas»</a>, garantem eles (coisa que, por sinal, me recordou a necessidade de comprar um novo jogo de pneus...).</p>

<p>Há um ditado conhecido, <i>Timeo Danaos et dona ferentes</i>, que signfica (em tradução livre): <i>"Quem o tem, tem medo"</i>. Talvez por isso tenha gostado tanto de ler a citação que a notícia a certa altura transcreve: <i><font color=#0000CC>"Mariano Gago anunciou recentemente <b>não temer</b> «a fuga de cérebros portugueses» para o estrangeiro"</font></i>. </p>

<p>A alguém terá ocorrido que Mariano Gago pudesse ter medo da "fuga de cérebros portugueses" para o estrangeiro?</p>

<p>Ele???? Ter medo???  Nunca!!!</p>]]>

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<title>The Bonfire of the Vanities</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/2006/10/the_bonfire_of_1" />
<modified>2006-10-30T20:17:42Z</modified>
<issued>2006-10-30T19:54:33Z</issued>
<id>tag:contanatura.weblog.com.pt,2006://134.375307</id>
<created>2006-10-30T19:54:33Z</created>
<summary type="text/plain">Um anónimo qualquer que trabalha em Harvard (mas não esqueçamos que na Harvard University &quot;anónimos&quot; são quase todos...) publicou um artigo numa revista chamada Biochemical and Biophysical Research Communications a que a Lusa e &quot;&gt;o Portugal Diario decidiram dar um destaque inusitado (é já o segundo artigo que ele publica este mês - Parabéns! Parabéns também à Lusa que pelos vistos não perde uma...). O destaque dado pelo Portugal Diário é um catálogo quase completo de tudo o que me incomoda no (pseudo-)jornalismo científico português: O provincianismo: A que propósito é que um artigo numa Revista que tem um Impact Factor de 3 (!) merece ser destacado a este ponto?; a falta de informação: Duas ou três frases do primeiro autor do artigo (vindas do Abstract), mais meia-dúzia que vem dos &quot;enlatados&quot; que por lá há, na gaveta marcada &quot;Doença de Parkinson&quot;, não chegam para o leitor perceber o que é que de novo e importante foi agora publicado; a ignorância da praxis científica moderna: Escrever em referência ao primeiro autor &quot;Português lidera equipa de cientistas&quot; é minimizar o papel desempenhado pelo Líder do grupo, que normalmente é o último e corresponding author; as falsas esperanças que desnecessariamente cria nos que, infelizmente, sofrem desta doença terrível: Custava muito escrever &quot;[...] uma nova classe de proteínas pode vir a ter efeitos protectores[...]&quot; em vez de &quot;[...]tem efeitos protectores[...]&quot;?. É boa altura para os jornalistas se inteirarem do significado que habitualmente tem a ordem dos autores num artigo científico (pelo menos nas Ciências Biológicas) e aproveitarem para desistir deste irritante provincianismo, que não revela senão um enorme complexo de inferioridade. Era bom também que as notícias passassem a incluir a informação (que aliás é pública) sobre o Impact Factor das Revistas em que foram publicados os trabalhos que descrevem. Desconfio que nesse caso muito pessoal (o de Harvard, por exemplo) passava a ter mais tento na língua, quando fala com jornalistas......</summary>
<author>
<name>Santiago</name>

<email>pvieira@pasteur.fr</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://contanatura.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img align=right alt="0553275976.01._AA240_SCLZZZZZZZ_.jpg" src="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/0553275976.01._AA240_SCLZZZZZZZ_.jpg" width="180" height="180" />Um anónimo qualquer que trabalha em Harvard (mas não esqueçamos que na <i>Harvard University</i> "anónimos" são quase todos...) publicou <a href="http://www.sciencedirect.com/science?_ob=ArticleURL&_udi=B6WBK-4M6JHPX-2&_user=10&_coverDate=10%2F26%2F2006&_rdoc=7&_fmt=summary&_orig=browse&_sort=d&view=c&_acct=C000050221&_version=1&_urlVersion=0&_userid=10&md5=65df77bf924fce8ea02348634aee8e83">um artigo</a> numa revista chamada <i>Biochemical and Biophysical Research Communications</i> a que a Lusa e <a href="http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=737181&div_id=291<br />
">o Portugal Diario</a> decidiram dar um destaque inusitado (é já <a href="http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=730993&div_id=291">o segundo artigo</a> que ele publica este mês - Parabéns! Parabéns também à Lusa que pelos vistos não perde uma...).</p>

<p>O destaque dado pelo Portugal Diário é um catálogo quase completo de tudo o que me incomoda no (pseudo-)jornalismo científico português: O <b>provincianismo</b>: A que propósito é que um artigo numa Revista que tem um <i>Impact Factor</i> de 3 (!) merece ser destacado a este ponto?; a <b>falta de informação</b>: Duas ou três frases do primeiro autor do artigo (vindas do <i>Abstract</i>), mais meia-dúzia que vem dos "enlatados" que por lá há, na gaveta marcada <i>"Doença de Parkinson"</i>, não chegam para o leitor perceber o que é que de novo e importante foi agora publicado; a <b>ignorância</b> da <i>praxis</i> científica moderna: Escrever em referência ao primeiro autor "Português <i>lidera</i> equipa de cientistas" é minimizar o papel desempenhado pelo Líder do grupo, que normalmente é o último e <i>corresponding author</i>; as <b>falsas esperanças</b> que desnecessariamente cria nos que, infelizmente, sofrem desta doença terrível: Custava muito escrever "[...] uma nova classe de proteínas <i>pode vir a ter</i> efeitos protectores[...]" em vez de "[...]tem efeitos protectores[...]"?.</p>

<p>É boa altura para os jornalistas se inteirarem do significado que habitualmente tem a ordem dos autores num artigo científico (pelo menos nas Ciências Biológicas) e aproveitarem para desistir deste irritante provincianismo, que não revela senão um enorme complexo de inferioridade. </p>

<p>Era bom também que as notícias passassem a incluir a informação (que aliás é pública) sobre o <i>Impact Factor</i> das Revistas em que foram publicados os trabalhos que descrevem. Desconfio que nesse caso muito pessoal (o de <i>Harvard</i>, por exemplo) passava a ter mais tento na língua, quando fala com jornalistas...</p>]]>

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<title>José Antunes Serra (1914-1990)</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/2006/10/jose_antunes_se" />
<modified>2006-10-26T17:41:22Z</modified>
<issued>2006-10-26T16:36:29Z</issued>
<id>tag:contanatura.weblog.com.pt,2006://134.374859</id>
<created>2006-10-26T16:36:29Z</created>
<summary type="text/plain">Procuro material sobre o Prof José Antunes Serra (indicações sobre publicações do autor e publicações sobre autor e a sua obra que não estejam disponíveis online). Gostaria também de entrar em contacto com antigos colaboradores do Prof. Serra. O Prof. Serra foi um geneticista português que, entre outros feitos, em 1965 publicou um livro de texto sobre genética em três volumes e quase duas mil páginas, Modern Genetics (Academic Press), obra que durante uns tempos foi a grande referência internacional para os estudantes da área. Vasco M Barreto (Contacto:conta_natura@hotmail.com )...</summary>
<author>
<name>Conta Natura</name>
<url>contanatura.welog.com</url>
<email>conta_natura@hotmail.com</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://contanatura.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img align=right alt="chapeu2.jpg" src="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/chapeu2.jpg" width="150" height="216" /><b>Procuro material sobre o Prof José Antunes Serra</b> (indicações sobre publicações do autor e publicações sobre autor e a sua obra que não estejam <a href="http://www.triplov.com/serra/index.html">disponíveis online</a>). Gostaria também de <b>entrar em contacto com antigos colaboradores do Prof. Serra</b>. </p>

<p>O Prof. Serra foi um geneticista português que, entre outros feitos, em 1965 publicou um livro de texto sobre genética em três volumes e quase duas mil páginas, <a href="http://www.amazon.com/s/ref=nb_ss_b/002-0188132-6483216?url=search-alias%3Dstripbooks&field-keywords=Modern+Genetics+and+serra&Go.x=0&Go.y=0&Go=Go"> Modern Genetics (Academic Press)</a>, obra que durante uns tempos foi a grande referência internacional para os estudantes da área. </p>

<p><b>Vasco M Barreto</b> </p>

<p>(Contacto:<a href="mailto:conta_natura@hotmail.com ">conta_natura<br>@hotmail.com </a>)</p>]]>

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<title>Old and Nobel Controversies</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/2006/10/nobel_controver_1" />
<modified>2006-10-26T12:44:33Z</modified>
<issued>2006-10-26T12:22:29Z</issued>
<id>tag:contanatura.weblog.com.pt,2006://134.374820</id>
<created>2006-10-26T12:22:29Z</created>
<summary type="text/plain">Transcrevo abaixo uma &quot;Carta ao Editor&quot; (realces meus) publicada hoje na Nature e que critica a atribuição do Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina deste ano. Não é a primeira vez (nem será a última, obviamente) que aparentes injustiças como esta ocorrem ou que as decisões da Academia Sueca se revelam altamente discutíveis. Talvez o mais famoso destes casos tenha sido o do Prémio de 1959, que foi atribuído a Arthur Kornberg ignorando a sua mulher Sylvy (entretanto já falecida). Diz-se que quando ela soube da atribuição do Prémio ao seu marido terá exclamado: &quot;I was robbed!&quot;. O próprio Arthur Kornberg, com enorme generosidade, reconheceu no seu famoso livro For the Love of Enzymes, a injustiça cometida pela Academia Sueca. Palpita-me que esta discussão vai continuar para a semana. Trata-se, afinal, de mais um daqueles casos em que o que interessa é a substância da alegação e não a identidade dos seus autores......</summary>
<author>
<name>Santiago</name>

<email>pvieira@pasteur.fr</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://contanatura.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img align=right alt="RNAi Nobel Prize ignores.jpg" src="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/RNAi%20Nobel%20Prize%20ignores.jpg" width="100" height="131" />Transcrevo abaixo uma "Carta ao Editor" (realces meus) publicada hoje na <a href="http://www.nature.com/nature/index.html"><i>Nature</i></a> e que critica a atribuição do Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina deste ano. Não é a primeira vez (nem será a última, obviamente) que aparentes injustiças como esta ocorrem ou que as decisões da Academia Sueca se revelam altamente discutíveis. </p>

<p>Talvez o mais famoso destes casos tenha sido o do Prémio de 1959, que foi atribuído a <a href="http://content.cdlib.org/dynaxml/servlet/dynaXML?docId=kt6q2nb1tg&doc.view=entire_text">Arthur Kornberg</a> ignorando a sua mulher Sylvy (entretanto já falecida). Diz-se que quando ela soube da atribuição do Prémio ao seu marido terá exclamado: <i>"I was robbed!"</i>. O próprio Arthur Kornberg, com enorme generosidade, reconheceu no seu famoso livro <a href="http://www.amazon.com/Love-Enzymes-Odyssey-Biochemist/dp/0674307763"> For the Love of Enzymes</a>, a injustiça cometida pela Academia Sueca.</p>

<p>Palpita-me que esta discussão vai continuar para a semana. Trata-se, afinal, de mais um daqueles casos em que o que interessa é a substância da alegação e não a identidade dos seus autores...</p>]]>
<![CDATA[<p><b>Correspondence</b></p>

<p>(Nature 443, 906(26 October 2006) | doi:10.1038/443906a; Published online 25 October 2006)</p>

<p><font color=#0000FF><b>RNAi Nobel ignores vital groundwork on plants</b></font></p>

<p><font color=#0000FF>Marc Bots <sup>1</sup> , Spencer Maughan <sup>2</sup> and Jeroen Nieuwland <sup>2</sup></font></p>

<p><font color=#0000FF>1. Flanders Interuniversity Institute for Biotechnology, Technologiepark 927, BE-9052 Gent, Belgium</font><br />
<font color=#0000FF>2. Institute of Biotechnology, University of Cambridge, Cambridge CB21QT, UK</font></p>

<p><font color=#0000FF>Sir:</font><br />
<font color=#0000FF>The Nobel prize, by recognizing the individuals behind breakthroughs, inspires all scientists to do great science. The discovery of RNA interference (RNAi) changed the face of gene regulation, a feat deservedly recognized with this year's Nobel Prize in Physiology or Medicine <sup>1</sup>.</font><br />
<font color=#0000FF>As undergraduates, we witnessed with great excitement the discovery of gene silencing. At that time, almost all research in that area was being conducted by plant scientists, and as young plant biologists we were lucky to have front-row seats to this molecular drama.</font><br />
<font color=#0000FF>Like all great advances, RNAi is turning out to be important in ways that could not have been guessed at even a decade ago. Therefore we were not surprised to discover that the topic was selected for this year's honour — but we were shocked that the plant scientists who were so crucial in discovering and communicating the underlying mechanism of RNAi were not awarded a share.</font><br />
<font color=#0000FF>Of course there is often controversy around the awarding of the Nobel prize. Yet in this case we feel that a grave error has been made in overlooking key researchers, all of whom work on plants. <b>Most of the six points cited in support of the prize were not first shown by Andrew Fire or Craig Mello</b>, who won the prize, but were already known from plant research. For example, the sequence specificity, RNA degradation and post-transcriptional nature of gene silencing had all been shown in studies on plants and plant viruses <sup>2,3</sup> . In addition, the observation that silencing is non-cell-autonomous was first done in plants <sup>4</sup>. Moreover, the models involving double-stranded RNA and amplification mechanisms had been proposed by plant researchers before the publications of RNAi mechanisms in animal systems <sup>5</sup>.</font><br />
<font color=#0000FF>In our view, the main importance of the work by Fire, Mello and colleagues (accessible via ref. 1., together with other relevant articles) was the integration of these elements to demonstrate that they stood up to testing in an animal system, the nematode worn Caenorhabditis elegans. Subsequently, plant research continued to break new ground on mechanisms of RNAi-based genetic regulation.</font><br />
<font color=#0000FF>As the Nobel prize may be shared by three people, a plant scientist should have been included. One who springs to mind as a pioneer in the field is David Baulcombe (see <a href="http://www.sainsbury-laboratory.ac.uk/dcb">http://www.sainsbury-laboratory.ac.uk/dcb</a>). His work was key to understanding the mechanism of RNAi and paved the way for Fire and Mello's findings.</font><br />
<font color=#0000FF>By ignoring the work done in plants, the Nobel committee has undermined the values at the centre of the prize and is sending a discouraging message, especially to young researchers.</font></p>

<p><font color=#0000FF><b>References</b></font></p>

<p><font color=#0000FF><b>1</b> Nature 443, 488 (2006)</font></p>

<p><font color=#0000FF><b>2</b> <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?holding=npg&cmd=Retrieve&db=PubMed&list_uids=8980475&dopt=Abstract">Baulcombe, D. C. Plant Mol. Biol. 32, 79–88 (1996)</a></font></p>

<p><font color=#0000FF><b>3</b> <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?holding=npg&cmd=Retrieve&db=PubMed&list_uids=2152117&dopt=Abstract">Van der Krol, A. R. et al. Plant Cell 2, 291–299 (1990)</a></font></p>

<p><font color=#0000FF><b>4</b> <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?holding=npg&cmd=Retrieve&db=PubMed&list_uids=9335491&dopt=Abstract">Voinnet, O. & Baulcombe, D. C. Nature 389, 553 (1997)</a></font></p>

<p><font color=#0000FF><b>5</b> <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?holding=npg&cmd=Retrieve&db=PubMed&list_uids=9118227&dopt=Abstract">Metzlaft, M., O'Dell, M., Cluster, P. D. & Flavell, R. B. Cell 88, 845–854 (1997)</a> </font></p>]]>
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<title>BEHAVIOUR PATHOLOGIES</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/2006/10/behaviour_patho" />
<modified>2006-10-26T11:12:54Z</modified>
<issued>2006-10-26T10:53:37Z</issued>
<id>tag:contanatura.weblog.com.pt,2006://134.374810</id>
<created>2006-10-26T10:53:37Z</created>
<summary type="text/plain">Parte da nova série de workshops do IGC, realizar-se-á, de 14 a 16 de Fevereiro de 2007 o Workshop on “BEHAVIOUR PATHOLOGIES: BIOLOGICAL APPROACHES”. O data limite para inscrições é dia 12 de Dezembro....</summary>
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<name>SJA</name>

<email>sarbmc@ibmb.csis.es</email>
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<dc:subject>Divulgação</dc:subject>
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<![CDATA[<p>Parte da nova série de workshops do <a href=http://www.igc.gulbenkian.pt>IGC</a>, realizar-se-á, de 14 a 16 de Fevereiro de 2007 o Workshop on <a href=http://www.igc.gulbenkian.pt/courses/behaviour>“BEHAVIOUR PATHOLOGIES: BIOLOGICAL APPROACHES”</a>. O data limite para inscrições é dia 12 de Dezembro.</p>

<p><img alt="Poster_Workshop.JPG" src="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/Poster_Workshop.JPG" width=80% /></p>]]>

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<title>Shell Wildlife Photographer of the year</title>
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<modified>2006-10-25T13:59:24Z</modified>
<issued>2006-10-25T13:58:22Z</issued>
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<created>2006-10-25T13:58:22Z</created>
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<name>MM</name>


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<dc:subject>Montra Natura</dc:subject>
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<![CDATA[<p><img alt="shell wildlife photographer of the year.jpg" src="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/shell%20wildlife%20photographer%20of%20the%20year.jpg" width="335" height="230" /><br />
</p>]]>

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<title>Milipeia</title>
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<modified>2006-10-24T15:04:11Z</modified>
<issued>2006-10-24T01:31:21Z</issued>
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<created>2006-10-24T01:31:21Z</created>
<summary type="text/plain"> &quot;Milipeia&quot;, ou &quot;Super-Centopeia&quot;, é o novíssimo supercomputador do país que foi ligado com sucesso, na Universidade de Coimbra, na passada quarta-feira, estando agora em fase de testes. Este computador, que tem 528 processadores, sucede à Centopeia, que tinha apenas 108 e que estava a trabalhar desde 1998, e é cerca de dez vezes mais rápido. O seu rendimento sustentado é de 1,5 Teraflops (um milhão e meio de milhões de operações aritméticas por segundo). Este projecto, realizado no Centro de Física Computacional da Universidade de Coimbra, por Carlos Fiolhais, Manuel Fiolhais, Pedro Alberto e Fernando Nogueira (os &quot;meninos&quot; da foto), tem um investimento total que ronda os 700 mil euros, para além do custo da infraestrutura que já estava disponível. Optou-se, primeiro na &quot;Centopeia&quot; e agora na &quot;Milipeia&quot;, pela computação paralela, feita por uma bateria de processadores em paralelo. O nome das máquinas vem daí: assim como uma centopeia ou um milípede (bichos do grupo dos miriápodes) têm de movimentar todas as patas ao mesmo tempo para avançar, assim também para resolver um problema científico todos os processadores (&quot;patas&quot;) têm de avançar ao mesmo tempo. A &quot;Milipeia&quot; tem um milhão de megabytes de memória, um valor cerca de 2000 vezes superior ao dos computadores pessoais à venda no mercado. O novo supercomputador, o maior do país, vai poder ser usado por cientistas portugueses para efectuarem cálculos em áreas como a a física de partículas e nuclear, astrofísica, geofísica, bioquímica e biomedicina, estando aberto à comunidade científica. Entre os bio-projectos inclui-se um de cálculo de “folding” de proteínas realizados por bioquímicos de Coimbra e, em fase embrionária, um programa de biomedicina computacional, em colaboração com o Centro de Neurociências da Universidade de Coimbra e que envolve as Faculdades de Medicina e Farmácia daquela universidade. Ainda que bastante poderoso, este &quot;cluster&quot; de computadores não consegue entrar na lista dos 500 mais poderosos do mundo , um ranking dominado pelos EUA e onde a Espanha marca presença com um sistema, o MareNostrum. Carlos Fiolhais quer mais, conforme declarou no recente encontro no Porto sobre &quot;Novas Fronteiras das Ciências&quot;: &quot;Gostaríamos de ter três mil processadores com cerca de dez teraflops de desempenho e gostaríamos de poder beneficiar de uma rede nacional de supercomputação. Temos de nos associar para dispor de algo maior, algo que seja competitivo à escala internacional. Querer isso não é querer a Lua, mas simplesmente querer estar no cimo da Terra.&quot;...</summary>
<author>
<name>SJA</name>

<email>sarbmc@ibmb.csis.es</email>
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<dc:subject>Notícia</dc:subject>
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<![CDATA[<p><img align=right alt="F1-P281.jpg" src="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/F1-P281.jpg" width="315" height="417" /><br />
"Milipeia", ou "Super-Centopeia", é o novíssimo supercomputador do país que foi ligado com sucesso, na Universidade de Coimbra, na passada quarta-feira, estando agora em fase de testes. Este computador, que tem 528 processadores, sucede à Centopeia, que tinha apenas 108 e que estava a trabalhar desde 1998, e é cerca de dez vezes mais rápido. O seu rendimento sustentado é de 1,5 Teraflops (um milhão e meio de milhões de operações aritméticas por segundo). Este projecto, realizado no Centro de Física Computacional da Universidade de Coimbra, por Carlos Fiolhais, Manuel Fiolhais, Pedro Alberto e Fernando Nogueira (os "meninos" da foto), tem um investimento total que ronda os 700 mil euros, para além do custo da infraestrutura que já estava disponível.</p>

<p>Optou-se, primeiro na "Centopeia" e agora na "Milipeia", pela computação paralela, feita por uma bateria de processadores em paralelo. O nome das máquinas vem daí: assim como uma centopeia ou um milípede (bichos do grupo dos miriápodes) têm de movimentar todas as patas ao mesmo tempo para avançar, assim também para resolver um problema científico todos os processadores ("patas") têm de avançar ao mesmo tempo. A "Milipeia" tem um milhão de megabytes de memória, um valor cerca de 2000 vezes superior ao dos computadores pessoais à venda no mercado.</p>

<p>O novo supercomputador, o maior do país, vai poder ser usado por cientistas portugueses para efectuarem cálculos em áreas como a a física de partículas e nuclear, astrofísica, geofísica, bioquímica e biomedicina, estando aberto à comunidade científica. Entre os bio-projectos inclui-se um de cálculo de “folding” de proteínas realizados por bioquímicos de Coimbra e, em fase embrionária, um programa de biomedicina computacional, em colaboração com o Centro de Neurociências da Universidade de Coimbra e que envolve as Faculdades de Medicina e Farmácia daquela universidade.</p>

<p>Ainda que bastante poderoso, este "cluster" de computadores não consegue entrar na lista dos <a href=http://www.top500.org>500 mais poderosos do mundo</a> , um ranking dominado pelos EUA e onde a Espanha marca presença com um sistema, o <a href=http://www.bsc.org.es/plantillaA.php?cat_id=5>MareNostrum</a>. Carlos Fiolhais quer mais, conforme declarou no recente encontro no Porto sobre "Novas Fronteiras das Ciências": "Gostaríamos de ter três mil processadores com cerca de dez teraflops de desempenho e gostaríamos de poder beneficiar de uma rede nacional de supercomputação. Temos de nos associar para dispor de algo maior, algo que seja competitivo à escala internacional. Querer isso não é querer a Lua, mas simplesmente querer estar no cimo da Terra."<br />
</p>]]>

</content>
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<title>Cíclope Cínico</title>
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<modified>2006-10-25T20:52:15Z</modified>
<issued>2006-10-23T17:50:36Z</issued>
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<created>2006-10-23T17:50:36Z</created>
<summary type="text/plain">adiposo (tecido) (adj.) Tipo especial de tecido conjuntivo composto por adipócitos. 1. Função Serve de reserva energética, isolamento térmico, pára-choques e até de equipamento, como nos lutadores de Sumô. Em humanos é ainda usado para aumentar o volume do pénis, quando ele existe e precisa disso (ver cirurgia plástica). Em animais hibernantes uma variedade especial, o ~ castanho, é abundante porque tem a característica única de libertar energia directamente sob a forma de calor, coisa bem útil tendo em conta o preço a que chegou a electricidade. 2. Cultura No que respeita à popularidade, nenhum outro tecido depende tanto da localização (ver mama e barriga), nem oscilou tanto ao longo do tempo (ver a ilustração que contrasta a Venus de Willendorf com um homólogo moderno) 3. Gordura é formosura Os adipócitos deixam de proliferar ao fim dos 3 primeiros anos de vida e o seu número mantém-se desde então essencialmente inalterado, salvo em casos excepcionais, como a autofagia das nádegas entre contorcionistas, (mas ver ainda lipo-sucção ). O seu volume, no entanto, pode chegar a atingir proporções, digamos, excessivas, como em exemplos que o leitor facilmente recordará no espaço de liberdade que é a sua esfera privada . 4. Musa inspiradora A sugestão de Jô Soares para o seu futuro epitáfio - &quot;enfim, magro&quot; - dá vontade de ser gordo. 4. &quot;Fatties have more fun? A ideia de que os gordos são mais divertidos do que os magros inspirou as histórias do bom Califa e do mau Vizir Iznougoud, mas admite excepções como por exemplo António Silva e Pacheco Pereira....</summary>
<author>
<name>Santiago</name>

<email>pvieira@pasteur.fr</email>
</author>
<dc:subject>Ciclope cínico</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://contanatura.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img align=left alt="DUPLO.jpg" src="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/DUPLO.jpg" width="46" height="58" /><img align=right alt="adiposo.jpg" src="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/adiposo.jpg" width="285" height="219" /><b>adiposo (tecido)</b> <i>(adj.) </i> Tipo especial de <u>tecido conjuntivo</u> composto por <u>adipócitos</u>. <b>1.</b> <i>Função</i> Serve de reserva energética, isolamento térmico, pára-choques e até de equipamento, como nos lutadores de <i>Sumô</i>. Em humanos é ainda usado para aumentar o volume do <i>pénis</i>, quando ele existe e precisa disso (ver <u>cirurgia plástica</u>). Em animais hibernantes uma variedade especial, o <b>~ castanho</b>, é abundante porque tem a característica única de libertar energia directamente sob a forma de calor, coisa bem útil tendo em conta o preço a que chegou a electricidade. <b>2.</b> <i> Cultura</i> No que respeita à popularidade, nenhum outro tecido depende tanto da localização (ver <u>mama</u> e <u>barriga</u>), nem oscilou tanto ao longo do tempo (ver a ilustração que contrasta a <u>Venus de Willendorf</u> com um homólogo moderno) <b>3.</b> <i>Gordura é formosura</i> Os adipócitos deixam de proliferar ao fim dos 3 primeiros anos de vida e o seu número mantém-se desde então essencialmente inalterado, salvo em casos excepcionais, como a autofagia das nádegas entre contorcionistas, (mas ver ainda <u>lipo-sucção</u> ). O seu volume, no entanto, pode chegar a atingir proporções, digamos, excessivas, como em exemplos que o leitor facilmente recordará no espaço de liberdade que é a sua esfera privada . <b>4.</b> <i>Musa inspiradora</i> A sugestão de Jô Soares para o seu futuro epitáfio - <i>"enfim, magro"</i> - dá vontade de ser gordo. <b>4.</b> <i>"Fatties have more fun?</i> A ideia de que os gordos são mais divertidos do que os magros inspirou as histórias do bom Califa e do mau Vizir Iznougoud, mas admite excepções como por exemplo António Silva e <a href="http://abrupto.blogspot.com/">Pacheco Pereira</a>.</p>]]>

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<title>Os Grandes Portugueses</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/2006/10/os_grandes_port_1" />
<modified>2006-10-20T23:22:34Z</modified>
<issued>2006-10-20T23:07:50Z</issued>
<id>tag:contanatura.weblog.com.pt,2006://134.374259</id>
<created>2006-10-20T23:07:50Z</created>
<summary type="text/plain">Acabei de ver a Maria Elisa, talvez a mais pequena das portuguesas, apresentar um novo concurso da RTP em que se pretende escolher o maior de entre eles. Antes que escolham o D. Afonso Henriques (ou até, sei lá, o Marques Mendes) faço questão de revelar aos nossos amáveis leitores em quem votei no concurso dos &quot;GRANDES PORTUGUESES&quot;: ................................. Apetece-me agora parafraseá-lo: &quot;Enterrem-se os vivos, e cuide-se dos mortos&quot;. É já tempo......</summary>
<author>
<name>Santiago</name>

<email>pvieira@pasteur.fr</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://contanatura.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Acabei de ver a Maria Elisa, talvez a mais pequena das portuguesas, apresentar um novo concurso da RTP em que se pretende escolher o maior de entre eles. Antes que escolham o D. Afonso Henriques (ou até, sei lá, o Marques Mendes) faço questão de revelar aos nossos amáveis leitores em quem votei no concurso dos "GRANDES PORTUGUESES":</p>

<p><font color=#FFFFFF>.................................</font><img align=center alt="Grande Português.jpg" src="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/Grande%20Portugu%EAs.jpg" width="346" height="336" /></font></p>

<p>Apetece-me agora parafraseá-lo: <i>"Enterrem-se os vivos, e cuide-se dos mortos"</i>. É já tempo...</p>]]>

</content>
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<title>Quid est veritas?</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/2006/10/quid_est_verita_1" />
<modified>2006-10-18T20:34:09Z</modified>
<issued>2006-10-18T20:20:48Z</issued>
<id>tag:contanatura.weblog.com.pt,2006://134.373932</id>
<created>2006-10-18T20:20:48Z</created>
<summary type="text/plain">No Agreste Avena continua o debate sobre a &quot;verdade&quot; científica, com um novo contributo meu aqui. É longo, mas assim tive espaço para dar mais porrada em Popper e ainda umas bicadas nos &quot;Cientistas&quot; Sociais e (demasiado) Humanos. Entretanto, o Zèd publicou uma réplica ao meu texto anterior, tocando nalguns pontos que merecem tréplica. Diz ele: 1) &quot;tomando a visão de Popper em sentido lato, vendo o princípio da falsificação como uma abstracção (e uma simplificação), como sendo apenas um modelo de trabalho, uma forma de sistematização lógica do funcionamento da Ciência, pode argumentar-se que a Biologia Molecular (o tal novo paradigma) é a refutação da explicação instrutiva. Não sou suficientemente íntimo de Popper para saber se ele concordaria com este &quot;sentido lato&quot; que toma o seu querido &quot;princípio da falsificabilidade&quot; como uma &quot;abstracção&quot;. O meu argumento, no entanto, era que a Biologia Molecular não refutou de todo a Teoria Instrutiva. Houve uma altura em que se pensou que havia incompatibilidade entre os princípios biológicos comummente aceites e a T. I., mas isso foi um erro. Na realidade há proteínas (Hemoglobina e enzimas alostéricos, por exemplo) que podem adaptar a sua conformação tri-dimensional a um substracto e portanto a T. I. acabou abandonada por más razões. Wolpert (sempre ele...) colocou o dedo na ferida: &quot;This view [...] fails to explain how one knows that a falsification is correct&quot;....</summary>
<author>
<name>Santiago</name>

<email>pvieira@pasteur.fr</email>
</author>
<dc:subject>Política</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://contanatura.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img align=right alt="Pilatos.jpg" src="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/Pilatos.jpg" width="200" height="271" />No <a href="http://agresteavena.blogspot.com/">Agreste Avena</a> continua o debate sobre a "verdade" científica, com um novo contributo meu <a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-resposta-parte_18.html">aqui</a>. É longo, mas assim tive espaço para dar mais porrada em Popper e ainda umas bicadas nos "Cientistas" Sociais e (demasiado) Humanos.</p>

<p>Entretanto, o Zèd <a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-parte-iii.html">publicou uma réplica </a> ao <a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-resposta-parte_09.html">meu texto anterior</a>, tocando nalguns pontos que merecem tréplica. Diz ele:</p>

<p>1) <i><font color=#663300>"tomando a visão de Popper em sentido lato, vendo o princípio da falsificação como uma abstracção (e uma simplificação), como sendo apenas um modelo de trabalho, uma forma de sistematização lógica do funcionamento da Ciência, pode argumentar-se que a Biologia Molecular (o tal novo paradigma) é a refutação da explicação instrutiva.</font></i></p>

<p>Não sou suficientemente íntimo de Popper para saber se ele concordaria com este <i>"sentido lato"</i> que toma o seu querido "princípio da falsificabilidade" como uma <i>"abstracção"</i>. O meu argumento, no entanto, era que a Biologia Molecular <b>não refutou de todo</b> a Teoria Instrutiva. Houve uma altura em que se <i>pensou</i> que havia incompatibilidade entre os princípios biológicos comummente aceites e a T. I., mas isso foi um erro. Na realidade há proteínas (Hemoglobina e enzimas alostéricos, por exemplo) que podem adaptar a sua conformação tri-dimensional a um substracto e portanto a T. I. acabou abandonada por más razões. Wolpert (sempre ele...) colocou o dedo na ferida: <a href="http://agresteavena.noosblog.fr/mon_weblog/files/wolpert.pdf"><i><font color=#0000FF>"This view [...] fails to explain how one knows that a falsification is correct"</font></i></a>.</p>]]>
<![CDATA[<p>2) <i><font color=663300>"A Ciência sem resultados empíricos é apenas especulação. Ou seja, podem construir-se teorias, mas que não se constituirão em paradigmas se não forem corroborados por observações experimentais, se não forem testados empiricamente."</font></i></p>

<p>Segundo o Zèd há aqui um ponto de discórdia, mas creio que está enganado Nunca quis negar valor ao "empirismo" e falei do "progresso pela razão" (expressão tirada da aula que originou a minha <a href="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/2006/09/grandes_licoes_3.html">3<sup>a</sup> Grande Lição de Filosofia</a>) para tentar ser provocatório ao chamar a atenção para o que ele justamente diz <i><font color=#663300>"acumular dados empíricos sem que se construa a partir daí um modelo explicativo não é propriamente Ciência"</font></i>. Acho é que, às vezes, os dados empíricos só são acumulados (só há razão para "ir à procura deles") depois de o modelo explicativo ter sido formulado.</p>

<p>3) <i><font color=663300>"outro ponto que me parece importante e que o Santiago não abordou: Como se constrói um paradigma? Quem decide que uma teoria se transforma em paradigma?"</font></i></p>

<p>São duas excelentes perguntas, que têm uma resposta muito fácil: Não sei muito bem...</p>

<p>No contexto talvez valha a pena contar a história do paradigma (dominante quando comecei a trabalhar em Imunologia) da <i>"Network Theory"</i> (Jerne, outra vez. Acabo sempre a falar só de uma meia-dúzia de indivíduos...). Nasceu quase como "Teoria Pura" sem muitas bases empíricas. Cresceu, e tomou proporções gigantescas, por acumulação de grande quantidade de resultados experimentais exclusivamente fenomenológicos. E depois morreu de repente.</p>

<p>É uma Teoria que nunca foi falsificada, nem sequer foi substituída por outra. Passou a ser simplesmente ignorada. É um bocado como aqueles primos afastados que só causam embaraços nos baptizados de família e que são depois envergonhadamente enterrados com toda a discrição, deixando os tios a fazer tudo o que podem para fingir que eles nunca existiram.</p>

<p>Vou tentar colocar na Hemeroteca o <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?db=pubmed&cmd=Retrieve&dopt=AbstractPlus&list_uids=4142565&query_hl=1&itool=pubmed_docsum">artigo original</a> e partilhar com os amáveis leitores as minhas reflexões sobre essa extraordinária mistura de trivialidade, tontice e <i>trompe l'oeil</i> em que tantos (eu incluído) se deixaram enredar (ah! ah!), durante tanto tempo. </p>

<p>Ainda hoje não sei porquê...</p>]]>
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<title>Cíclope Cínico</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/2006/10/ciclope_cinico_77" />
<modified>2006-10-18T15:35:45Z</modified>
<issued>2006-10-18T15:15:18Z</issued>
<id>tag:contanatura.weblog.com.pt,2006://134.373970</id>
<created>2006-10-18T15:15:18Z</created>
<summary type="text/plain">Amazonas (do Lat. amazon , sem + mazós, seio) 1. Lendárias mulheres guerreiras que mutilavam o seio direito para melhor manejarem o arco, facto que torna muito enigmático o destino que davam às canhotas. Viviam num reino só de mulheres, o que aparentemente levanta sérios problemas biológicos, não respondidos de forma satisfatória pela partenogénese. Consta que as Amazonas acasalavam com homens de outras tribos e depois guardavam apenas as meninas. O esquema talvez lhes trouxesse as vantagens do vigor híbrido, mas só se cada tribo ficasse de pousio durante pelo menos uma geração, caso contrário a mana Amazonas podia, sem querer, acasalar com o mano dela apartado à nascença (vide endogamia e Habsburgos ). A lenda das Amazonas é particularmente apreciada entre feministas e lésbicas, servindo de inspiração a uma iconografia em registo erótico onde é patente que as guerreiras entretanto terão desenvolvido uma técnica de tiro com arco menos invasiva que a original (ver ilustração) 2. Megalomania fálica Após o abandono do projecto da &quot;Transamazónica&quot;, uma longa faixa de alcatrão penetrando pela densa e frondosa floresta adentro, só uma benévola explicação psicanalítica salva agora os seus responsáveis (ver também coitus interruptus) 3. Amazonas (rio): O mais caudaloso rio do mundo foi assim baptizado por Francisco Orelhana, porque ao descê-lo, em 1541, encontrou uma tribo de mulheres guerreiras cujos seios, na azáfama da batalha, não chegou a ter tempo de contar. Sendo duro de ouvido, Orelhana (ver hereditariedade) julgou que os indígenas logo adoptaram o seu nome, quando na verdade o nome Tupi do rio é &quot;amassunu&quot;, para &quot;ruído das águas&quot;. Por seu turno, os índios cedo se deram conta da tremenda falta de jeito que os espanhóis revelam para línguas, pelo que lhes pareceu que ao dizer ~ Orelhana estava a adoptar a toponímia local. Esta história prova que o multiculturalismo funciona sobretudo quando dois equívocos se complementam. O problema actual do multiculturalismo é que o número de equívocos aumentou e tende a ser ímpar....</summary>
<author>
<name>Santiago</name>

<email>pvieira@pasteur.fr</email>
</author>
<dc:subject>Ciclope cínico</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://contanatura.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img align=left alt="DUPLO.jpg" src="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/DUPLO.jpg" width="46" height="58" /><img align=right alt="Amazons.jpg" src="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/Amazons.jpg" width="200" height="270" ><b>Amazonas</b> (do Lat. <i>amazon < Gr. amázon: a</i>, sem + <i>mazós</i>, seio) <b>1.</b> Lendárias mulheres guerreiras que mutilavam o seio direito para melhor manejarem o arco, facto que torna muito enigmático o destino que davam às canhotas. Viviam num reino só de mulheres, o que aparentemente levanta sérios problemas biológicos, não respondidos de forma satisfatória pela <U> partenogénese</U>. Consta que as Amazonas acasalavam com homens de outras tribos e depois guardavam apenas as meninas. O esquema talvez lhes trouxesse as vantagens do <U>vigor híbrido</U>, mas só se cada tribo ficasse de pousio durante pelo menos uma geração, caso contrário a mana Amazonas podia, sem querer, acasalar com o mano dela apartado à nascença (vide <U>endogamia</U> e <U>Habsburgos</U> ). A lenda das Amazonas é particularmente apreciada entre feministas e <U>lésbicas</U>, servindo de inspiração a uma iconografia em registo erótico onde é patente que as guerreiras entretanto terão desenvolvido uma técnica de tiro com arco menos invasiva que a original (ver ilustração) <b>2.</b> <i>Megalomania fálica</i> Após o abandono do projecto da "Transamazónica", uma longa faixa de alcatrão penetrando pela densa e frondosa floresta adentro, só uma benévola explicação psicanalítica salva agora os seus responsáveis (ver também <u>coitus interruptus</u>) <b>3.</b> <i>Amazonas (rio):</i> O mais caudaloso rio do mundo foi assim baptizado por Francisco Orelhana, porque ao descê-lo, em 1541, encontrou uma tribo de mulheres guerreiras cujos seios, na azáfama da batalha, não chegou a ter tempo de contar. Sendo duro de ouvido, Orelhana (ver <U>hereditariedade</U>) julgou que os indígenas logo adoptaram o seu nome, quando na verdade o nome Tupi do rio é <i>"amassunu"</i>, para "ruído das águas". Por seu turno, os índios cedo se deram conta da tremenda falta de jeito que os espanhóis revelam para línguas, pelo que lhes pareceu que ao dizer <b>~</b> Orelhana estava a adoptar a toponímia local. Esta história prova que o multiculturalismo funciona sobretudo quando dois equívocos se complementam. O problema actual do multiculturalismo é que o número de equívocos aumentou e tende a ser ímpar. </p>]]>

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<title>Prémios IgNobel 2006</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/2006/10/premios_ignobel" />
<modified>2006-10-18T10:44:51Z</modified>
<issued>2006-10-18T00:04:10Z</issued>
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<created>2006-10-18T00:04:10Z</created>
<summary type="text/plain"> Os prémios IgNobel 2006 foram mais uma vez organizados pelo Annals of Improbable Research e entregues, em Boston, no dia 5 de Outubro. Sempre com o intuito de divertir, este ano, na sua 16ª edição os IgNobeis foram atribuídos, entre outros, à explicação científica do porquê de os picapaus não terem dores de cabeça, ao estudo da atracção de um mosquito ao cheiro do queijo e ao relatório médico da terminação do soluços por massagem (digital) anal. O prémio IgNobel da Ornitologia foi para Philip May e Ivan Schwab que se perguntaram por que é que os picapaus não têm dores de cabeça. Os picapaus, que chegam a bater com os bicos nos troncos das árvores mais de 12000 vezes ao dia, possuem crâneos preparados para tais actividades. Possuem também um mecanismo que faz com que os seus olhos não saiam das órbitas pelo impacto do bico contra o tronco. Na Biologia, os louros do IgNobel foram para o estudo, de Bart Knols e Ruurd de Jong, sobre a atracção do mosquito Anopheles Gambiae ao cheiro do queijo Limburger. Para além disso, estes cientistas demonstraram que a atracção do mosquito, não é só ao cheiro do queijo, mas igualmente ao cheiro a pés humanos. O prémio IgNobel da Medicina foi atribuído a Francis Fesmire pelo seu relatório médico da cura de um caso (quase) intratável de soluços. Depois de tentar todas as soluções possíveis o Dr. Fesmire conseguiu curar o seu paciente dos soluços que o torturavam há 72 horas, efectuando uma massagem rectal com o seu dedo. Daí até à publicação e ao IgNobel foi um piscar de olhos. Fica-nos o conselho. Nada de sustos ou beber água por um copo ao contrário. Em casos agudos de soluços já se sabe o que fazer....</summary>
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<name>SJA</name>

<email>sarbmc@ibmb.csis.es</email>
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<dc:subject>Notícia</dc:subject>
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Os prémios <a href=http://www.improbable.com/ig>IgNobel 2006</a> foram mais uma vez organizados pelo <a href=http://www.improbable.com/>Annals of Improbable Research</a> e entregues, em Boston, no dia 5 de Outubro. Sempre com o intuito de divertir, este ano, na sua 16ª edição os IgNobeis foram atribuídos, entre outros, à explicação científica do porquê de os picapaus não terem dores de cabeça, ao estudo da atracção de um mosquito ao cheiro do queijo e ao relatório médico da terminação do soluços por massagem (digital) anal.</p>

<p>O prémio IgNobel da Ornitologia foi para Philip May e Ivan Schwab que se perguntaram por que é que os picapaus não têm dores de cabeça. Os picapaus, que chegam a bater com os bicos nos troncos das árvores mais de 12000 vezes ao dia, possuem crâneos preparados para tais actividades. Possuem também um mecanismo que faz com que os seus olhos não saiam das órbitas pelo impacto do bico contra o tronco.</p>

<p>Na Biologia, os louros do IgNobel foram para o estudo, de Bart Knols e Ruurd de Jong, sobre a atracção do mosquito <i>Anopheles Gambiae</i> ao cheiro do queijo Limburger. Para além disso, estes cientistas demonstraram que a atracção do mosquito, não é só ao cheiro do queijo, mas igualmente ao cheiro a pés humanos.</p>

<p>O prémio IgNobel da Medicina foi atribuído a Francis Fesmire pelo seu relatório médico da cura de um caso (quase) intratável de soluços. Depois de tentar todas as soluções possíveis o Dr. Fesmire conseguiu curar o seu paciente dos soluços que o torturavam há 72 horas, efectuando uma massagem rectal com o seu dedo. Daí até à publicação e ao IgNobel foi um piscar de olhos. </p>

<p>Fica-nos o conselho. Nada de sustos ou beber água por um copo ao contrário. Em casos agudos de soluços já se sabe o que fazer.<br />
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