« JÁ QUE FALAMOS DE GRIPE... | Entrada | Ninguém pára o autocarro da ciência. »
novembro 02, 2005
Gripe das Aves: reverso da medalha
Por desleixo meu só agora vi este comentário a um post que eu publiquei no passado acerca da gripe das aves. Apesar da minha resposta ser tardia vale no entanto a pena dar-lhe um certo destaque uma vez que o seu desespero demonstra em primeira mão o reverso da medalha de uma questão que com excessiva frequência e' exclusivamente tratada e decidida por quem vai ao campo apenas para fazer um Pic-Nic*.
"Sendo eu um dos avicultores que vive desta actividade, vejo agora a minha empresa e vida a beira da ruína. Tudo porque o edital em vigor proíbe a venda de aves nos mercados e em feiras, mas só nas feiras e mercados onde não haja condições, esta decisão cabe ao veterinário municipal que nem se desloca ao local para verificar as suas condições.
Existem dois tipos dois tipos de mercados os que preenchem as condições exigidas e os que não as tem, mas que podem ser criadas, o que se passa e que e mais fácil proibir tudo
Só eu tenho 20000 pintos em casa (mas existem varias centenas de avicultores na mesma situação), e não tenho maneira de os vender pois como já referi tem o local de trabalho interdito.
A CEE diz que no caso de haver gripe das aves num raio de 3Km as aves são abatidas e num raio de 10Km ocorre a proibição de circulação com aves.
Nós por estamos em alerta máximo como se já existe-se algum foco!!
Já tentei falar para a linha de apoio da gripe das aves mas não fazem nada entretanto tenho os pintos a crescer nos aviários ficando cada vez mais apertados e com risco de começarem a morrer por falta de espaço. Por favor façam isto chegar a algum lado" (Sérgio)
* Eu suponho que faço parte desta categoria (mas sem qualquer tipo de poder de decisão).
Publicado por maradona às novembro 2, 2005 01:17 AM
Comentários
E os Pombos? Ninguém dá cabo das pombinhas das cidades... como transmitem doenças há mais de 100 anos já devem ter um estatudo diferente e ninguém lhes põe a mão...
Publicado por: Profundezas... às novembro 2, 2005 10:16 AM
Be scared, be very very scared...
Nature. 2005 Oct 6;437(7060):889-93.
Comment in:
Nature. 2005 Oct 6;437(7060):794-5.
Characterization of the 1918 influenza virus polymerase genes.
Taubenberger JK, Reid AH, Lourens RM, Wang R, Jin G, Fanning TG.
Department of Molecular Pathology, Armed Forces Institute of Pathology, Rockville, Maryland 20850, USA. taubenberger@afip.osd.mil
The influenza A viral heterotrimeric polymerase complex (PA, PB1, PB2) is known to be involved in many aspects of viral replication and to interact with host factors, thereby having a role in host specificity. The polymerase protein sequences from the 1918 human influenza virus differ from avian consensus sequences at only a small number of amino acids, consistent with the hypothesis that they were derived from an avian source shortly before the pandemic. However, when compared to avian sequences, the nucleotide sequences of the 1918 polymerase genes have more synonymous differences than expected, suggesting evolutionary distance from known avian strains. Here we present sequence and phylogenetic analyses of the complete genome of the 1918 influenza virus, and propose that the 1918 virus was not a reassortant virus (like those of the 1957 and 1968 pandemics), but more likely an entirely avian-like virus that adapted to humans. These data support prior phylogenetic studies suggesting that the 1918 virus was derived from an avian source. A total of ten amino acid changes in the polymerase proteins consistently differentiate the 1918 and subsequent human influenza virus sequences from avian virus sequences. Notably, a number of the same changes have been found in recently circulating, highly pathogenic H5N1 viruses that have caused illness and death in humans and are feared to be the precursors of a new influenza pandemic. The sequence changes identified here may be important in the adaptation of influenza viruses to humans.
Publicado por: FCP às novembro 2, 2005 07:03 PM