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setembro 25, 2005
O Encantador De Furacões

Apesar de amiúde a ciência se trajar com pureza e receber os louros das conquistas enquanto a tecnologia se converte na única responsável por todos os malefícios, valerá sempre a pena reflictir sobre este maniqueismo. Nos últimos tempos tenho procurado entusiasmar amigos e colegas para que procurem uma aplicação para a sua creatividade, para seu proveito e benefício da nossa economia. Sem prejuizo da minha posição anterior, hoje venho recomendar séria e convictamente que sempre que surja uma utilidade para uma descoberta laboratorial de bancada, sobretudo se for multiplicada em larga escala ao nível industrial, seja ponderado o impacto dessa divulgação. Observemos o exemplo que apresento.
Esta história, de um tal Sr. Eng., é o paradigma do horror que um simples ser humano pode provocar à escala planetária, em contrapeso com a humilde dimensão física de uma qualquer pessoa e, já agora, do apelo constante da natureza para que não nos esqueçamos da nossa pequenez, como tem sido evidente nestas últimas semanas na região do Golfo do México.
Apresento-vos Thomas Midgley Jr, responsável pela contaminação do mundo pelo Chumbo, por grande parte da destruição da camada de ozono e pelo sobreaquecimento terrestre pelo conhecido Efeito de Estufa!
Desde o início, o chumbo, símbolo químico Pb e octogésimo segundo elemento da tabela periódica de Mendeleyev, tem sido uma literal dor de cabeça. Apesar das suas qualidades (abundância, flexibilidade e condutibilidade) é uma substância neurotóxica quando absorvido por via digestiva, inalatória ou por via transcutânea. Para não variar, as crianças são mais susceptíveis por captarem cerca de 50% da dose ingerida enquanto os adultos se ficam pela décima parte. Do total circulante, 95% estão associados aos glóbulos vermelhos e do total captado, 80-90% acumula-se nos ossos, incorporando-se nos cristais de hidroxiapatite. A excreção é difícil, mas maioritariamente através das fezes e em menores quantidades, na urina e faneras cutâneas (cabelos e unhas). A eliminação no leite é particularmente problemática levantando graves problemas de desenvolvimento dos lactantes.
O mecanismo de acção do chumbo é semelhante ao dos verdadeiros venenos. Neste caso bloqueia as proteínas ao nível dos seus grupos sulfidril, com consequente alteração da sua estrutura terciária e função, seja estrutural ou seja catalítica.
Na clínica, o adulto tende a queixar-se mais de dor abdominal, cefaleias, insónia, fadiga e dificuldades na marcha (alterações do equilíbrio) e perda de memória. Surgem também alterações do comportamento secundárias à actividade alucinogénia e perda de visão e audição. Fora do sistema nervoso, a anemia e a insuficiência renal são as manifestações mais exuberantes.
Em pediatria, as manifestações neurológicas são mais exuberantes apresentando irritabilidade inicial, anorexia, alterações da marcha, discurso e pensamento lentificados e mais tarde, letargia, que podem agravar-se com o aparecimento das convulsões e do coma, associados ao edema cerebral. A este quadro clínico deu-se a designação de plumbismo.
Já no início do século XX o chumbo fazia parte de inúmeros produtos, desde recipientes para produtos alimentares selados com solda de chumbo, revestimentos para tanques de água, canalizações e até embalagens de pasta de dentes. O grande contributo de Midgley foi a descoberta do papel catalisador da ignição da combustão nos motores de automóveis com um derivado designado por Tetraetilo de chumbo. Daqui à sua produção em larga escala e comercialização como aditivo para combustíveis foi um pequeno paço. A General Motors, a DuPont (que curiosamente anuncia uma campanha de auxílio às vítimas do Katrina, tal como as tabaqueiras fornecem os serviços de Oncologia) e a Standard Oil foram as três grandes que constituíram a Ethyl Gasoline Corporation. Os relatos de mortes laborais em série deram origem a muitas investigações, que foram abafadas com momentos tão ridículos como as cenas, em frente aos jornalistas, do inventor a derramar sobre as mãos o composto e a inalar os seus vapores, para demonstratar a sua inocuidade…
Como não estava satisfeito com as consequências dos seus actos, Midgley voltou-se para o domínio da indústria de refrigeração que apresentava à época um problema de segurança grave. Os frigoríficos de 1920 tinham gases perigosos quando sujeitos a fugas. Conta-se que apenas um destes aparelhos foi responsável pela morte de mais de cem pessoas num hospital de Cleveland. Como tal, Midgley procurava um gás estável, não inflamável e que fosse seguro após inalação, por isso inventou os clorofluorocarbonetos, genericamente identificados pela sigla- CFCs.
Não há dúvida sobre o empreendedorismo e visão estratégica deste indivíduo que rapidamente conseguiu por o mundo inteiro a produzir e a consumir os seus gases, desde frigoríficos, aparelhos climatizadores, sprays e embalagens de pronto a comer!
Como saberão os CFCs são actualmente os grandes responsáveis pela destruição da camada estratosférica de protecção contra a entrada dos raios ultra-violetas- a camada de Ozono. Este é um gás, constituído por três átomos de oxigénio (O3) e conhecido pela sua toxicidade ao nível do solo, nos ambientes urbanos, nas cidades mais poluídas, mas essencial para a filtração da luz solar, nas camadas mais altas da atmosfera. Estima-se que uns míseros 500 gr de CFCs aniquilem 32 000 Kg de Ozono atmosférico…
Como se uma desgraça não fosse suficiente, os CFCs são também muito poderosos na fixação do calor e, como tal, no agravamento do efeito de estufa. Uma molécula de CFC é dez vezes mais eficaz a agravar o efeito de estufa do que uma molécula de CO2, também conhecido por nos manter os invernos recentes mais quentinhos e por fazer dos nossos verões um verdadeiro inferno estival.
Infelizmente, relativamente às consequências do efeito de estufa, as imagens de Nova Orleães falam por si. Foi infelizmente também que Thomas Midgley morreu sem saber a verdadeira catástrofe ecológica que ajudou a erguer!
Publicado por RPA às setembro 25, 2005 02:32 AM
Comentários
Ola' Ricardo,
Gostei do post mas por muito vontade que tenha (nem que seja porque pode ajudar a alertar as pessoas para o problema) a ideia de que o efeito estufa e' responsavel pelos "super-furacoes" e' (pelo menos ainda) muito fraca.
Publicado por: Rui Martinho às setembro 26, 2005 12:39 AM
Amigo Rui,
Eu estou longe de ser um meteorologista apesar de andar desde há uns tempos a recordar algumas noções.
Vejamos apenas com base em conceitos simples se poderá haver uma ligação entre Efeito de Estufa e Furacões.
Os furacões formam-se especialmente no final do verão porque se associam a águas quentes. Não existem furacões em zonas polares. As águas têm aquecido no mundo inteiro segundo medições feitos por sondas espalhadas pelo globo. Se a temperatura do planeta sobe com o Efeito de Estufa, é natural que subam as temperaturas das águas. Se estas subirem, é natural que surjam mais furacões!
Eu acho que se sabe muito pouco de climatologia em geral, mas que o clima está a mudar, toda a gente nota. Se é resultado da acção do Homem ou acidental, não sei. Que a poluição tenha algo que ver, quando se esgotam previsivelmente as reservas de crude em 50 anos, isto é, tudo o que estava debaixo de terra sob a forma de carbono vai pairar no ar ou boiar na água, parece-me muito provável pensar que sim... Da minha parte julgo plausível pensar que o clima possa mudar e com ele a temperatura do ar e da água e com estes mais tempestades, que os centros de Altas pressões mudem de local (como ocorreu este verão na península ibérica), e que mais e mais fortes furacões surjam. Os últimos anos já registaram recordes no número e na gravidade!
Eu recordo-te que o Presidente W. Bush também não acredita no Efeito de Estufa! Eu só espero que ele tenha razão e que por mais que poluamos o planeta se revelará apenas um pouco menos limpo, mas igualmente aprazível.
Publicado por: RPA às setembro 26, 2005 01:58 AM
Ricardo,
Ninguem esta' a por em causa o efeito estufa mas a realidade e' que neste momento a possibilidade que o aumento do numero de furacoes resulta do efeito estufa nao passa de uma hipotese (e portanto deve ser tratada como tal).
A tua ultima citacao ao Bush no contexto da nossa conversa nao passa de argumentacao de algibeira digna de um Francisco Louca e vazia de conteudo.
Recomendo tambem a leitura desta curto Q&A...
Q: The world is warming up. Didn't that cause several strong hurricanes to hit the USA in 2004?
A: It's true that 2004 was a busy season with 15 named storms with eight growing into hurricanes and five of them hitting the USA, including three that hit as "major," category 3 storms. (Related: The 2004 season)
But, say scientists and forecasters who specialize in hurricanes, there is no evidence that the warming of the Earth was responsible.
While the season was a bad one, the USA has had worse. Six hurricanes hit the USA in 1893, 1916, and 1985. The 1893 storms were especially disastrous, including one that hit Savannah, Ga., and the South Carolina Sea Islands in August, killing 2,000 to 2,500 people, mostly in South Carolina. Then, in October 1893, a hurricane swept the islands south of New Orleans, killing another 2,000 or so people.
On the right, under the "Hurricanes and global warming" heading, you'll see a link to "Warming and the 2004 hurricanes." That takes you to an article by Hugh Willoughby, a leading hurricane researcher. He sees no reason to blame warming. The link to "Hurricanes and global" warming takes you to a report from the Pew Center for Global Climate Change. It discusses what a warming world could mean for hurricanes in the future.
Q: News stories regularly say that global warming will bring even more frequent and stronger hurricanes. Is this true?
A: Scientists who study hurricanes say that right now there is not a lot that can be said about how a warmer world will affect hurricanes.
The Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), an international group of scientists produced its latest report in 2001. In the the first of three reports, Climate Change 2001: The Scientific Basis, the scientists said that during the 21st century, hurricanes, typhoons, and Indian Ocean and South Pacific cyclones are likely to produce higher winds and heavier rain in some areas, but there's no way to tell whether the frequency and locations of these storms could change.
Publicado por: Rui Martinho às setembro 26, 2005 03:31 PM
No ultimo numero da revista Nature eles discutem exactamente este problema. Excelente timing...
Nature 437, 461 (22 September 2005)
Hurricane link to climate change is hazy
(Quirin Schiermeier)
Research may show why storms in different regions respond differently to global warming.
Will destructive hurricanes such as Katrina become more common in a warmer world? Two recent studies suggest that they will. But the question has split the research community (see Nature 435, 1008?1009; 2005), and some say that the studies highlight how little is known about the physics of hurricane formation.
The media, and some politicians, have been quick to blame global warming for the disastrous Atlantic hurricane seasons of 2004 and 2005, including Katrina. The two new studies make no such direct link, but do suggest that the intensity — although not the frequency — of tropical cyclones is increasing sharply, perhaps as a result of global warming.
The first study, published in August (Nature 436, 686?688; 2005), shows that cyclones have become more destructive over the past 30 years, with storms being both longer lived and more intense. The second, published last week (Science 309, 1844?1846; 2005), concludes that today's cyclones are stronger, although less common, than 35 years ago.
"The potential for more events like Katrina is on the rise," says Greg Holland, a hurricane expert at the National Center for Atmospheric Research in Boulder, Colorado, and an author of the Science paper. "You can never be sure, but it seems to be consistent with global change."
But not everyone is convinced. "Hurricanes tend to go in decadal cycles," points out Chris Landsea, a meteorologist at the US National Hurricane Center in Miami, Florida. "Making out the tiny global-warming signal amid these large natural swings is hardly possible at this point."
A brace of studies indicates that cyclones have increased in strength over the past 30 years.
And although the new studies are persuasive, they are not definitive. For instance, the Science paper concludes that peak wind speeds have remained constant since 1970. But this finding seems to be inconsistent with the trend towards stronger storms, says Kerry Emanuel, a researcher at the Massachusetts Institute of Technology and author of the Nature paper.
Many of the arguments arise because there are insufficient data. "There seems to be a monumental lack of understanding of the role hurricanes play in the climate system," says Peter Webster, an atmospheric researcher at the Georgia Institute of Technology in Atlanta and an author of the Science paper.
One uncertainty, he says, is how changes in sea surface temperature affect the formation of tropical cyclones. Hurricanes in the Atlantic Ocean, for example, seem to respond to such changes quite differently from typhoons in the Pacific. But just 12% of cyclones form in the Atlantic, the only region where reconnaissance aircraft fly regularly to make precise measurements of hurricane winds.
Research is now under way to address the issue. As a follow-up to the Science paper, the authors have started to investigate how oceans interact with the atmosphere in different parts of the world. The goal, says Judy Curry of the Georgia Institute of Technology, is to determine how and why natural fluctuations favour different hurricane patterns in different ocean basins.
Understanding these complex mechanisms, she says, should help researchers better quantify how much a storm trend is due to global warming — or not.
Publicado por: Rui Martinho às setembro 27, 2005 12:10 AM
Rui,
Parece que não fui claro ao identificar as fragilidades do SISTEMA perante os poderes económicos envolvidos neste domínio particular…
A referência ao Presidente Bush, ao contrário da comparação que fizeste, tem por base os públicos interesses da família Bush no domínio energético em geral e dos produtos petrolíferos, em particular. É por isso perfeitamente ajustada ao meu texto original. Aliás, eu continuo persuadido que o atraso no auxílio às vítimas se deve a outras prioridades que foram acudidas nos primeiros três dias, e que claramente não eram as vítimas, mas uma hecatombe industrial com mais de 30 plataformas petrolíferas completamente destruídas (mas isto é mais hipótese, desta vez só minha!).
Por outro lado, como costuma ser minha prática, na dialética entre as duas partes, eu defendi a mais fraca. E pareceu-me que onde tu apenas observas discussão de dados e algum wishful thinking, pela falta de dados, eu vejo com desconfiança o lado daqueles que separam o Efeito de Estufa deste tipo de alterações climáticas graves!
A dúvida dos meteorologistas não altera a essência da minha ideia que são as graves alterações do clima que já existem e que se vão agravar. Não quero dar como definitiva uma hipótese, como dizem os peritos, mas esta não é uma hipótese qualquer. Para te ser muito sincero, (disse claramente que não era meteorologista), o que me interessa como cidadão é que se tomem medidas para inverter a situação global. Se não houver um facto verdadeiramente condicionante, nada mudará, a não ser com base no aumento dos preços, o que me parece tardio. A dúvida sobre se se agravam ou não as tempestades com o aquecimento global, já deveria ser suficiente para tomarmos as decisões mais correctas.
Termino com o mesmo desejo expresso anteriormente; que o aquecimento global e a poluição não sejam os causadores das grandes catástrofes climáticas, para bem de todos nós.
Publicado por: RPA às setembro 27, 2005 02:33 AM
Eu entendo o teu ponto de vista (e ate' posso concordar com os teus objectivos) mas como o Conta Natura e' um blogue de ciencia deve haver um esforco para sermos tanto quanto possivel factualmente correctos.
Continuo a achar que a referencia ao Bush foi uma "bloco-esquerdada"... o que vindo de mim nao e' um elogio.
Mas volto ao modo como iniciei o meu comentario inicial, o assunto do efeito estufa e' grave e fico satisfeito por o teres abordado.
abraco, Rui
Publicado por: Rui Martinho às setembro 27, 2005 03:40 PM
RPA,
"write about what you know"
Publicado por: FCP às setembro 27, 2005 07:17 PM
Ok, aqui tento que intervir em defesa do RPA. Eu também escrevo sobre assuntos onde não só de modo algum um especialista.
Os dois posts do RPA estavam bem-feitos, eu apenas questionei a ligação efeito estufa e furacões...
Publicado por: Rui Martinho às setembro 27, 2005 10:16 PM
Ok, aqui tenho que intervir em defesa do RPA. Eu também escrevo sobre assuntos onde não só de modo algum um especialista.
Os dois posts do RPA estavam bem-feitos, eu apenas questionei a ligação efeito estufa e furacões...
Publicado por: Rui Martinho às setembro 27, 2005 10:17 PM
Amigo Rui,
Acabo de ouvir num canal de TV a referência à polémica gerada pelas publicações que referiste e que ainda não tive oportunidade de ler mas que relata o entendimento de ambas as partes da discussão de que seriam necessários 50 anos de observações e registos continuados para se chegar a um consenso, relativamente aos furacões e ao efeito de estufa. Infelizmente, parece-me que não temos esse tempo disponivel para decidirmos.
É completamente apropriada a tua crítica, mas na dúvida devemos agir e aqui a ciência revela a sua impotência para auxiliar nas decisões mais apropriadas. O que importa é uma decisão de bom senso, que seja livre e democrática, sem a influência de poderes económicos ocultos.
De uma forma ou de outra, as opções sobre as energias renováveis estão definidas, como foi hoje veiculado pela Comissão Europeia, mas o timing é que me parece lento por motivos muito ligados ao Presidente Bush, que se orgulha por manter os EUA na linha da frente em termos de descargas de materiais poluentes para atmosfera. Nem tudo o que vem do Bloco é mau! ;-)
Agradeço-te a cortesia relativamente ao adepto portista. Habitualmente os “mimos” costumam vir do Benfica… Deve ser o nervosismo do jogo de hoje!…
Publicado por: RPA às setembro 28, 2005 01:14 AM
"A referência ao Presidente Bush, ao contrário da comparação que fizeste, tem por base os públicos interesses da família Bush no domínio energético em geral e dos produtos petrolíferos, em particular. É por isso perfeitamente ajustada ao meu texto original. Aliás, eu continuo persuadido que o atraso no auxílio às vítimas se deve a outras prioridades que foram acudidas nos primeiros três dias, e que claramente não eram as vítimas, mas uma hecatombe industrial com mais de 30 plataformas petrolíferas completamente destruídas (mas isto é mais hipótese, desta vez só minha!)."
Esta e completamente ao lado.
A FEMA de Michael Brown a arranjar as plataformas petroliferas..da para rir.
Quanto ao protocolo de Kyoto e os lucros da familia Bush, e digno duma bela teoria conspirativa, mas a verdade e que o dito nunca seria aprovado nos EUA, mesmo pela administracao Clinton. A economia americana "precisa" de crescer 3% ao ano. Um acordo que limita o crescimento economico dos EUA, dando uma vantagem competitiva a China e India (que nao sao co-signatarios) e a Europa (que "sofre" menos com o acordo porque usa mais gas natural e nuclear) nunca sera aprovado.
A solucao para o problema do aquecimento global nao vira de acordos "top-down", mas do desenvolvimento de novas tecnologias como carros hibridos, hidrogenio, etc...
"Nem tudo o que vem do Bloco é mau! ;-)"
Pois nao. A laroca da Ana Drago, por exemplo ;-)
Publicado por: SCP às setembro 28, 2005 05:37 AM
oiiiiiiiiiiii
Publicado por: Thiago às outubro 20, 2005 07:03 PM
Acabo de ouvir num canal de TV a referência à polémica gerada pelas publicações que referiste e que ainda não tive oportunidade de ler mas que relata o entendimento de ambas as partes da discussão de que seriam necessários 50 anos de observações e registos continuados para se chegar a um consenso, relativamente aos furacões e ao efeito de estufa. Infelizmente, parece-me que não temos esse tempo disponivel para decidirmos.
É completamente apropriada a tua crítica, mas na dúvida devemos agir e aqui a ciência revela a sua impotência para auxiliar nas decisões mais apropriadas. O que importa é uma decisão de bom senso, que seja livre e democrática, sem a influência de poderes económicos ocultos.
De uma forma ou de outra, as opções sobre as energias renováveis estão definidas, como foi hoje veiculado pela Comissão Europeia, mas o timing é que me parece lento por motivos muito ligados ao Presidente Bush, que se orgulha por manter os EUA na linha da frente em termos de descargas de materiais poluentes para atmosfera. Nem tudo o que vem do Bloco é mau! ;-)
Agradeço-te a cortesia relativamente ao adepto portista. Habitualmente os “mimos” costumam vir do Benfica… Deve ser o nervosismo do jogo de hoje!…
Publicado por: Thiago às outubro 24, 2005 05:28 PM
acho isto tudo uma treta
Publicado por: claudio às outubro 30, 2005 02:33 PM
acho isto td uma graça mas ñ sei se isto k publicar é verdade...
Publicado por: Marlene às dezembro 2, 2005 07:07 PM