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setembro 23, 2005
Imortalidade: Prólogo (parte 1)

Planaria
O envelhecimento e a mortalidade são regra geral encarados como inevitabilidades biológicas. No entanto tal não podia estar mais longe da realidade. A imortalidade (ou quase imortalidade) existe em biologia e sua raridade apenas traduz a necessidade da vida se adaptar tanto quanto possível a um ambiente eternamente mutável e imprevisível. Ou seja, o bom funcionamento da selecção natural exige que cada organismo tenha uma longevidade adequada, sendo tal longevidade fortemente optimizada para assegurar a propagação da informação genética que o compõe. Se esta longevidade for excessivamente curta existe um desperdício de recursos e pode não haver oportunidade para o organismo se reproduzir devidamente. Se a longevidade for excessivamente longa então podemos ter uma situação em que a capacidade de uma espécie se adaptar rapidamente ao meio ambiente pode ser significativamente afectada.
(continua)
Publicado por maradona às setembro 23, 2005 07:51 PM
Comentários
Rui,
Será o “sexo” o motivo pelo qual envelhecemos e morremos?
De facto, parece existir uma correlação entre a capacidade reprodutora/ fertilidade e a longevidade de cada espécie. Os ratinhos e as sequoias são paradigmas. Mas e por que razão as sequoias no reino vegetal? E o que se passa com as famosas tartarugas galápagos?
Mas fico à espera do resto e discutiremos então no final, se preferires.
Publicado por: RPA às setembro 28, 2005 01:31 AM