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outubro 16, 2004
NOBEL 2004, parte II- O Cheiro e o Lixo
É interessante notar que em 2004 a academia premiou com Nobel da Química três investigadores que trabalham numa questão eminentemente biológica. Aaron Ciechanover e Avram Hershko, do Instituto Israel de Tecnologia, em Haifa, e Irwin Rose, da University da Califórnia, Irvine, dividiram o generoso pé de meia (10 milhões de Kronors suecos, ou US$ 1.300.000) pelas suas descobertas na área da degradação de proteínas celulares.
Ao longo dos anos 70 e 80 os três demonstraram que as células regulam de maneira extremamente ordenada o seu ciclo de proteínas. Se por um lado a síntese de proteínas já era processo estudado em rico detalhe, pouco era conhecido sobre como era tratada a eliminação do “lixo”. Os premiados deste ano demonstraram que as células utilizam a ubiquitina, um pequeno polipeptídeo de 76 amino ácidos, como um rótulo que marca outras proteínas para destruição. Proteínas marcadas pela ubiquitina são entaão destruídas pelo proteossomo, uma espécie de triturador do lixo proteico das células (a ubitiquina é libertada da proteína logo antes da degradação, sendo então reaproveitada). Este processo, conhecido como ubiquitinação, permite às células regularem fenómenos tão diversos como a divisão celular e a diferenciação, bem como uma resposta eficiente a estímulos externos. A ubiquitinação tambem é vital na degradação de proteinas defeituosas ou tóxicas, inclusive formas potencialmente carcinogénicas. Ao longo das duas décadas subsequentes à sua descoberta, deficiências na ubiquitinacao foram implicadas na etiologia de diversas doenças, como a fibrose cística e algumas formas de cancer cervical.
Como nota de rodapé, preciso lembrar que assim como Che Guevara, Richard Axel, vencedor do Nobel em medicina e fisiologia de2004, também foi imunologista antes de “cheiroso”. Nao sei bem como este fato crucial escapou a Susana no seu o ótimo texto sobre o assunto, até porque estamos perante um padrão recorrente. Veja-se o caso presente da ubiquitinação: sua função mais importante certamente diz respeito à apresentação de antígenos aos linfócitos T! Está dada a dica: jovens, a imunologia é o caminho para a glória e sucesso.
Ao longo dos anos 70 e 80 os três demonstraram que as células regulam de maneira extremamente ordenada o seu ciclo de proteínas. Se por um lado a síntese de proteínas já era processo estudado em rico detalhe, pouco era conhecido sobre como era tratada a eliminação do “lixo”. Os premiados deste ano demonstraram que as células utilizam a ubiquitina, um pequeno polipeptídeo de 76 amino ácidos, como um rótulo que marca outras proteínas para destruição. Proteínas marcadas pela ubiquitina são entaão destruídas pelo proteossomo, uma espécie de triturador do lixo proteico das células (a ubitiquina é libertada da proteína logo antes da degradação, sendo então reaproveitada). Este processo, conhecido como ubiquitinação, permite às células regularem fenómenos tão diversos como a divisão celular e a diferenciação, bem como uma resposta eficiente a estímulos externos. A ubiquitinação tambem é vital na degradação de proteinas defeituosas ou tóxicas, inclusive formas potencialmente carcinogénicas. Ao longo das duas décadas subsequentes à sua descoberta, deficiências na ubiquitinacao foram implicadas na etiologia de diversas doenças, como a fibrose cística e algumas formas de cancer cervical.
Como nota de rodapé, preciso lembrar que assim como Che Guevara, Richard Axel, vencedor do Nobel em medicina e fisiologia de2004, também foi imunologista antes de “cheiroso”. Nao sei bem como este fato crucial escapou a Susana no seu o ótimo texto sobre o assunto, até porque estamos perante um padrão recorrente. Veja-se o caso presente da ubiquitinação: sua função mais importante certamente diz respeito à apresentação de antígenos aos linfócitos T! Está dada a dica: jovens, a imunologia é o caminho para a glória e sucesso.
Amanhã explico como a Nastassja Kinski era feinha e solitária antes de sua breve aventura com linfócitos, assim como o estudo das imunoglobulinas levou Edson Arantes do Nascimento a se tornar Pelé, o maior futebolista de todos os tempos.
Publicado por Thiago Carvalho às outubro 16, 2004 10:58 PM
Comentários
ou sera que para se tornarem famosos, tiveram que sair da imunologia?
neurociencias e o que esta a dar!
Publicado por: S.Lima às outubro 18, 2004 07:28 PM